sinto que a minha vida é plena, plena de acontecimentos, de actividades, de conhecimentos, de pessoas, de surpresas, de coisas boas, de sorte, de críticas construtivas. Quando sinto esta plenitude, não me faz falta mais nada, não me faz falta principalmente um amor, estou bem, estou feliz!
Mas...Às vezes...
também sinto que preciso de um amor...alguém que me aconchegue, alguém que não se importe de ouvir as centenas de coisas que eu tenho sempre para contar, reclamar, desabafar, alguém que me elogie, alguém que queira estar comigo, alguém que aprecie a minha companhia, alguém que me abrace, alguém que me dê um beijinho de boa noite, alguém que me diga até amanhã com a certeza de que amanhã vai mesmo estar lá, alguém que partilhe sonhos comigo, alguém que diga parvoíces comigo, alguém que sorria comigo, alguém que dê gargalhadas comigo, alguém que me dê a mão durante um passeio, alguém que ponha o braço por cima do ombro, alguém que me susurre ao ouvido, alguém que não me queira perder...
E depois sinto que este alguém pode estar tão longe, tão perto ou pode até nem sequer estar!
No meio dos meus afazeres diários, trabalho-casa-trabalho-casa, onde os minutos estão totalmente destinados a fazer um milhão de coisas que tenho que fazer num curto espaço de tempo, eu não sei se consigo descobrir este alguém...eu não vou propriamente esbarrar contra ele numa esquina, não vou escolher o mesmo produto, ao mesmo tempo, no mesmo supermercado, não vou trocar de mala por engano, não vou trocar um olhar numa qualquer estação de metro e apaixonar-me por uma pessoa que nunca tinha visto na vida.
Então? Como é que se conhecem alguéns??
Ás vezes nem sei o que sentir...
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